Inserção social através da arte traz benefícios no tratamento de saúde mental
Secretaria de Saúde

Inserção social através da arte traz benefícios no tratamento de saúde mental

Publicado em

24 de outubro de 2017

Por

Prefeitura Jacareí

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3 min

Com a proposta de oferecer um atendimento mais humanizado, o tratamento de saúde mental em Jacareí conta com o auxilio da arte na reabilitação dos pacientes. O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II), serviço especializado de saúde para acolher pacientes com transtornos mentais, utiliza atividades artísticas como coral, pintura e artesanato como método de tratamento. […]

Com a proposta de oferecer um atendimento mais humanizado, o tratamento de saúde mental em Jacareí conta com o auxilio da arte na reabilitação dos pacientes. O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II), serviço especializado de saúde para acolher pacientes com transtornos mentais, utiliza atividades artísticas como coral, pintura e artesanato como método de tratamento.

As manifestações artísticas servem como um canal de comunicação para que os pacientes que sofrem de transtornos mentais graves possam dar espaço às vozes e conflitos internos, além de ser uma atividade terapêutica que contribui com a reinserção social e familiar, bem como a recuperação das próprias habilidades dos pacientes”, afirma o médico psiquiatra Davi Cardoso, que atende no CAPS II.

O coral é uma das atividades de maior destaque do CAPS II, além de ser a mais antiga. É composto por 20 pacientes e conquistou o respeito e reconhecimento de toda a cidade, acumulando diversos convites para apresentações.

Para a paciente Erica Sabrina, de 34 anos, que é um dos destaques do coral e iniciou tratamento no CAPS II após já ter passado por internação psiquiátrica e tentativas de suicídio, “sou uma outra pessoa, muito melhor. A arte como terapia, nos momentos em que estamos ruins, vem como um alívio. É um tratamento que contribui para se conhecer melhor e achar nossos próprios caminhos de estabilidade”.

Luta antimanicomial – Esta forma de atendimento é fruto de um longo processo de luta social que culminou com a reforma psiquiátrica, em 2001. O perfil de cuidado dos CAPS segue a linha dos princípios do SUS, que tem como principal base a universalidade, equidade e integralidade. Esse modelo vem substituindo progressivamente os hospitais manicomiais, que são norteados por princípios excludentes, opressivos e reducionistas, ou seja, no lugar do isolamento dos hospitais manicomiais, o convívio com a família e a comunidade.

Portas abertas – O CAPS tem uma política ‘portas abertas’ e qualquer pessoa pode buscar auxilio do serviço de saúde, passando pelo acolhimento e triagem para constatar a real necessidade de tratamento. A unidade conta com 900 pacientes referenciados, mas nem todos são ativos. Em 2017, já foram realizadas 523 consultas médicas e um fluxo mensal de 100 pacientes nas oficinas coletivas.

Atividades – Ao todo, o CAPS II realiza 20 atividades coletivas, entre grupos e oficinas terapêuticas. Entre eles, grupos de convivência com a família e papo aberto, cinema, dinâmicas, oficinas de fantoche, Jornal Mural, Madeira, lúdico-pedagógica, fantoches, pintura, fios, atividades corporais, bijuterias e dança circular. A grade é elaborada de acordo com a necessidade dos pacientes assistidos, considerando a oferta de materiais e funcionários.

Atualmente, 12% da população necessita de algum atendimento em saúde mental, seja ele contínuo ou eventual.

O CAPS II está localizado na Rua Nenê Namura, 134 – Jd Paulistano.

(Guilherme Mendicelli/PMJ – Foto: Alex Brito/PMJ – Cristina Reis/PMJ)

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