Certidão de Regularização Fundiária do Núcleo do Jardim Mississipi vai para cartório após assinatura no Paço Municipal
Fundação Pró-Lar

Certidão de Regularização Fundiária do Núcleo do Jardim Mississipi vai para cartório após assinatura no Paço Municipal

Publicado em

21 de março de 2025

Por

Marta Fernandes

Tempo de leitura

3 min

O documento final da Certidão de Regularização Fundiária (CRF) do Núcleo Jardim Mississipi, no Jardim Flórida, foi assinado pela Fundação Pró-Lar de Jacareí, nesta sexta-feira (21), no auditório do Paço Municipal. O presidente da Pró-Lar, Alexsandro Quadros, lembrou as dificuldades encontradas durante esta fase da regularização, com relação às questões técnicas ambientais, e na judicialização […]

O documento final da Certidão de Regularização Fundiária (CRF) do Núcleo Jardim Mississipi, no Jardim Flórida, foi assinado pela Fundação Pró-Lar de Jacareí, nesta sexta-feira (21), no auditório do Paço Municipal. O presidente da Pró-Lar, Alexsandro Quadros, lembrou as dificuldades encontradas durante esta fase da regularização, com relação às questões técnicas ambientais, e na judicialização do processo.

“Desde 2017, estamos empenhados na regularização do Mississipi, sendo que o mesmo foi ‘congelado’ em 2013, de lá para cá enfrentamos questões burocráticas no âmbito federal, a necessidade de aprovações ambientais e, mais recentemente, uma judicialização do processo, que impediu a realização deste ato desde 2019.”, afirmou, agradecendo o empenho e a dedicação de sua equipe e da comunidade, no avanço do processo da regularização.

As moradoras Jaciara Oliveira da Costa, que mora há 29 anos no Mississipi, e Ligiele Evangelista, moradora há 13 anos, estavam presentes na assinatura. “Estamos com meio caminho andado, mas a sensação já é de alívio”, falou Jaciara. Ligiele concorda com Jaciara e ressalta: “estamos caminhando para a regularização e a sensação é de conforto, de podermos dormir tranquilos.  Vamos continuar lutando para que todos sejam beneficiados”.   

Sobre a Regularização

Nesta etapa, foram contemplados 106 lotes dos 172 existentes.

A partir do início do procedimento foram desenvolvidas inúmeras atividades multidisciplinares que culminaram na realização do ato administrativo final de emissão da Certidão de Regularização Fundiária (CRF), assinada nesta sexta-feira. As atividades desempenhadas são: a) instauração oficial da Reurb-S por intermédio de edital; b) definição da modalidade; c) sensibilização e preparação da população interessada; d) pesquisa e diagnósticos prévios; e) levantamento planialtimétrico cadastral e congelamento (selagem); f) cadastro social, demarcações e sobreposições; g) realização de estudos técnicos; h) notificações; i) elaboração de projeto urbanístico e ambiental; j) proposição de medidas e adoção de compromissos; k) aprovações ambientais e urbanísticas, finalização das pastas individuais com parecer da Procuradoria; l) emissão e assinatura da CRF, elaboração da listagem de ocupantes;

Após a emissão e assinatura da Certidão de Regularização Fundiária caberá seu encaminhamento ao Cartório de Registro de Imóveis que iniciará o procedimento de registro. Ao final serão abertas a matrícula geral do Núcleo urbano, bem como as matrículas individuais de cada um dos lotes ocupados. A compilação de todas as informações/documentações existentes na CRF, será encaminhada ao Cartório de Registro de Imóveis da Comarca para o registro do Núcleo, com a abertura das matrículas individuais.

Núcleo Mississipi

O Núcleo Mississipi, implantado em meados de 1965, possuía diversas desconformidades urbanísticas, ambientais e jurídicas, enfrentadas no processo de Reurb-S (Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social) contando, atualmente, com 172 grupos familiares.

Já foram realizadas no local diversas ações de regularização, entre elas, os diagnósticos iniciais (urbano/fundiário), estudos técnicos (ambientais e de risco), selagem e cadastramento social. Quanto à infraestrutura, há o compromisso municipal de complementação/adequação do saneamento básico.

Segundo o presidente da Pró-Lar, é a conclusão de um trabalho multidisciplinar, que se iniciou em 2017, realizado à “muitas mãos”, tendo superado diversos obstáculos, inclusive esta judicialização, por meio de ação civil pública proposta pelo Ministério Público e com a participação da Defensoria Pública.

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